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Francesa deixa Brasil para realizar aborto legal na França

Fonte: Fine Art America

Na França, o aborto é legal desde 1975 e permitido até as 12 semanas (três meses) de gestação.

A francesa D. L., de 26 anos, morou por pouco mais de um ano em São Paulo, e, após voltar das férias em seu país, descobriu que estava grávida de um relacionamento casual; ela afirma que chegou a considerar se submeter ao procedimento ilegalmente no Brasil, mas que preferiu voltar para o seu país dois meses antes do previsto para passar pela cirurgia no sistema público de saúde local.

“Foi uma escolha muito difícil, mas não tenho um trabalho estável, não tenho meu apartamento, não tenho um namorado. Eu preciso de uma estabilidade, não posso dar a vida a alguém quando minha vida não é estável.”, afirmou. Ela ainda comentou sobre as visões diferentes sobre o tema no Brasil e na França: “Como aqui o aborto não é legal, é um sentimento de que preciso me esconder. (…) Acho que a razão principal é a religião, mas uma coisa que não entendo é que ao mesmo tempo aqui você pode casar, separar, casar, separar, sendo que o casamento é um dos principais sacramentos católicos. Não é que na França o aborto seja sempre bem visto, mas as pessoas conseguem entender e respeitar.”

D.L. ainda comentou sobre a realização do procedimento no Brasil: “Aqui olhei na internet o preço de fazer a cirurgia e vi opções de R$ 800 a R$ 10 mil. Imagino que as pessoas que não têm muita grana têm que ir a lugares ruins. Isso é horrível. E se você tem uma complicação em uma cirurgia que não é legal, a quem você recorre?”

A francesa agora está em fase de recuperação após a cirurgia ter sido feita em um hospital francês, pelo sistema público de saúde. O primeiro passo foi na segunda-feira (16), quando ela foi avaliada por um ginecologista, um anestesista e um psicólogo. O pai do bebê esteve presente em todas as consultas. Na véspera do procedimento, ela tomou medicamentos para preparar seu organismo para a cirurgia. Na quinta-feira, chegou ao hospital às 9h, em jejum, e às 16h já tinha tido alta.

“Se tudo correr bem, queremos ter um bebê ‘de verdade’ dentro de dois ou três anos. Quando nós dois tivermos um emprego estável, uma casa, e aí pudermos dar a uma criança a atenção que merece”, declarou.

Fonte da notícia: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/02/aliviada-diz-francesa-que-saiu-do-brasil-para-fazer-aborto-legalmente.html
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/02/gravida-francesa-deixa-o-brasil-para-abortar-aqui-tenho-que-mentir.html

Câmara dos Deputados aprova Projeto de Lei que classifica o feminicídio como crime hediondo

Fonte: De(s)generando el Género
O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na última terça-feira, (3) o Projeto de Lei 8305/14, que altera o Decreto-Lei 2.848/40 para incluir entre os tipos de homicídio qualificado o feminicídio. Este ocorre quando o crime envolve violência doméstica e familiar, ou menosprezo e discriminação contra a condição de mulher. O texto aprovado também inclui este tipo penal no rol de crimes hediondos.

A pena prevista para homicídio qualificado é de reclusão de 12 a 30 anos. O projeto, ainda, prevê o aumento da pena em 1/3 caso o crime ocorra durante a gestação ou nos três meses posteriores ao parto; contra menor de 14 anos, maior de 60 ou pessoa com deficiência; e na presença de descendente ou ascendente da vítima.

O tema foi proposto pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Violência contra a Mulher que, ao justificar a proposta, ressaltou o assassinato de 43,7 mil mulheres no país entre 2000 e 2010, 41% delas mortas em suas próprias casas, muitas por companheiros ou ex-companheiros. Ainda, o aumento de 2,3 para 4,6 assassinatos por 100 mil mulheres entre 1980 e 2010 colocou o Brasil na sétima posição mundial de assassinatos de mulheres.

A aprovação do projeto é uma das vitórias da Bancada Feminina da Câmara dos Deputados, que agora segue para sanção da presidenta Dilma Rousseff.


Fonte: http://www.conjur.com.br/2015-mar-03/camara-aprova-tipificacao-feminicidio-codigo-penal
http://www.revistaforum.com.br/blog/2015/03/camara-aprova-pena-maior-para-feminicidio/

Você sabe o que é o “Estatuto da Família”?

Fonte: Adital
O polêmico Projeto de Lei 6583/2013, também conhecido como Estatuto da Família, recentemente voltou à tramitação por iniciativa do Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB/RJ).

O projeto, de autoria do deputado Anderson Ferreira (PR-PE), da bancada evangélica, propõe que a família receba assistência especializada para o enfrentamento do problema da droga e do álcool. Também determina que o governo preste apoio efetivo às adolescentes grávidas prematuramente, e que seja dada prioridade na tramitação de processos judiciais e administrativos em demandas que ponham em risco à preservação e sobrevivência da entidade familiar.

Segundo o texto, a manutenção da saúde dos membros da família será efetivada por meio do cadastramento da entidade familiar; dos núcleos de referência, com pessoal especializado nas áreas de psicologia e assistência social; do atendimento domiciliar e em instituições públicas, filantrópicas e sem fins lucrativos; da reabilitação do convívio familiar orientada por profissionais especializados; e da assistência à gravidez na adolescência.

O ponto mais discutido, no entanto, trata do reconhecimento de “família” apenas como o núcleo social formados a partir da união de um homem e de uma mulher; uma viúva ou viúvo e seus filhos; um divorciado, uma divorciada ou mãe solteira com seus dependentes. Além disso, a proposta também prevê a redução de direitos hoje concedidos aos homossexuais pelo Poder Judiciário, tais como a união homoafetiva e a adoção.

De acordo com Anderson Ferreira, “a família vem sofrendo com as rápidas mudanças ocorridas em sociedade”, e que, apesar de a Constituição prever que o Estado deva proteger a família, “o fato é que não há políticas públicas efetivas voltadas para a valorização da família e ao enfrentamento de questões complexas no mundo contemporâneo”, afirmou o deputado.

Já o presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais, Carlos Magno, afirma que, ao restringir a definição de família ao núcleo formado por homem e mulher, o Estatuto não reflete a realidade da população brasileira. “Hoje você vê que existem outros arranjos familiares. Existem casais de pessoas do mesmo sexo, onde o Supremo Tribunal Federal já reconhece a união estável (…). O Conselho Nacional de Justiça já autoriza que os cartórios façam reversão da união estável para casamento. Já existem várias decisões judiciais de casais homossexuais adotando crianças."


Fonte: http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/DIREITOS-HUMANOS/462211-ENQUETE-SOBRE-ESTATUTO-DA-FAMILIA-BATE-RECORDE-DE-ACESSOS-AO-SITE-DA-CAMARA.html

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